O pacto selou-se n?o com palavras, mas com suor, com o som de impactos a ecoar pela arena de treinos e com o respeito forjado no calor do combate. No dia seguinte, e em todos os dias que se seguiram, o trio tornou-se uma vis?o comum e temida na academia: uma tempestade ambulante de poder e determina??o. Eles n?o eram mais três indivíduos a treinar juntos; eram uma unidade de combate, um motor de crescimento mútuo onde a for?a de um cobria a fraqueza do outro, e a rivalidade empurrava todos para além dos seus limites.
O treino era brutal. Maria, livre para usar a sua velocidade sem restri??es, tornara-se um cometa azul e prateado, as suas rajadas supersónicas a for?arem Moisés a mover-se constantemente, o seu Instinto de Batalha a trabalhar horas extraordinárias para prever os angulos impossíveis dos seus ataques. Mas no momento em que a mente de Moisés se focava completamente em desviar-se da torrente de Maria, Rick entrava em cena. Com a sua pele de diamante negro, ele era um aríete imparável, cada soco e bloqueio a testar a capacidade de Moisés de absorver e redirecionar a for?a bruta.
Era um inferno perfeitamente coordenado. Se Moisés se focasse demasiado na amea?a esmagadora de Rick, seria atingido pela lateral por uma rajada supersónica de Maria que o deixaria sem ar. Se se concentrasse em antecipar a velocidade de Maria, o punho de diamante de Rick encontrava o seu alvo. A luta estava, para espanto de muitos que observavam de longe, surpreendentemente equilibrada. Mas havia momentos em que a press?o coordenada era simplesmente demasiada. Moisés sofria golpes, caía, levantava-se com um gemido, e voltava a lutar, a sua mente a catalogar cada erro, cada padr?o, cada abertura.
Numa tarde particularmente intensa, eles encurralaram-no. Maria zunia à sua volta num círculo apertado, o seu movimento a criar um vórtice de ar e poeira que o desorientava, enquanto Rick, no centro da tempestade, preparava-se para um ataque final e decisivo. N?o havia saída. A frustra??o de estar encurralado e a vontade pura de superar aquele obstáculo colidiram dentro de Moisés.
Ele n?o pensou. Ele sentiu.
"Já CHEGA!", gritou ele, a sua voz um trov?o de pura determina??o.
Uma onda de luz dourada pura explodiu do seu corpo. N?o era a aura da sua transforma??o, mas um pulso ofuscante e concentrado de energia crua. Por uma fra??o de segundo, foi como se o sol tivesse detonado no meio da arena.
Maria e Rick gritaram, mais por instinto do que por dor, e cobriram os olhos, completamente cegos pelo clar?o repentino.
Essa foi a brecha.
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Ignorando o zumbido agudo nos seus próprios ouvidos, Moisés moveu-se. A sua percep??o, agu?ada pelo Instinto de Batalha, permitiu-lhe "ver" através da luz residual, as formas desorientadas dos seus amigos como silhuetas numa fotografia sobre-exposta. Ele avan?ou sobre Maria e, com um golpe preciso e contido na parte de trás dos seus joelhos, derrubou-a suavemente no ch?o.
Depois, virou-se para Rick. O gigante de diamante ainda estava a tentar recuperar a vis?o, a abanar a cabe?a. Moisés mergulhou, deu-lhe uma rasteira limpa e, quando o corpo massivo de Rick caiu para trás, Moisés já estava sobre ele, o seu punho envolto numa energia dourada residual, parado a um centímetro do seu rosto.
O silêncio reinou. A luz intensa dissipou-se. Quando Maria e Rick conseguiram finalmente abrir os olhos, encontraram-se ambos no ch?o, completamente derrotados.
Moisés levantou-se, ofegante, a olhar para as suas próprias m?os como se n?o as reconhecesse. "O que... o que foi isto?"
"Isso", disse Maria, sentando-se com um sorriso de admira??o e um pouco de irrita??o, "foi batota da boa."
Rick grunhiu do ch?o, mas havia um brilho de respeito relutante nos seus olhos. "Chama-se 'Clar?o Dourado' ou algo assim. Foi eficaz."
Antes que pudessem discutir mais a sua nova habilidade, o sistema de som da academia estalou, a sua voz metálica a ecoar por todo o campus. "Aten??o. Todos os cadetes do primeiro ano, apresentem-se na Arena Principal para uma avalia??o de equipa obrigatória."
Eles entreolharam-se, o seu cansa?o esquecido, e seguiram para o local.
Na Arena Principal, uma instrutora de ar severo e olhar penetrante, que eles conheciam como Professora Elara, apresentou-lhes o desafio: a "Torre da Ascens?o".
"O objetivo é simples", explicou ela, apontando para um edifício monolítico e escuro que nunca tinham visto ativado antes. "As equipas de três devem chegar ao topo no menor tempo possível. A torre está cheia de armadilhas, salas de lasers e rob?s de seguran?a. No último andar, encontrar?o um guardi?o robótico final. Derrotem-no e ativem o sinal no topo."
Enquanto ela falava, um grande ecr? holográfico come?ou a selecionar aleatoriamente as equipas. Moisés observou os nomes a passarem, uma cascata de letras alienígenas. Ele n?o ia deixar isto ao acaso. Fechou os olhos por um segundo, focando uma minúscula e invisível faísca da sua energia dourada no sistema de sele??o. O ecr? pareceu falhar por um microssegundo, as letras a tremeluzirem.
"...Equipa Sete: Rick, Maria... e Moisés", anunciou a professora.
Maria deu um soco de vitória no ar. Rick permitiu-se um sorriso discreto. Nenhum deles suspeitou da pequena manipula??o do destino.
A professora Elara concluiu com a isca final, a sua voz a captar a aten??o de todos. "A equipa vencedora receberá uma promo??o de nível. Ter?o autoriza??o para aceitar miss?es de campo livres, fora da academia. A vossa jornada como verdadeiros heróis come?a hoje. Preparem-se."
Moisés, Maria e Rick entreolharam-se. A mesma ideia passou pela mente dos três. Esta n?o era apenas uma prova. Era a sua oportunidade. Era a sua porta de saída para o universo.
A "Equipa Sete" foi formada... com uma pequena ajuda do destino (ou do Moisés!). Este é o primeiro teste oficial do trio. A química entre a velocidade de Maria, a for?a de Rick e a estratégia de Moisés será suficiente para vencer?
Deixem as vossas apostas nos comentários! Vemo-nos amanh? na Torre!

