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Capítulo 20: A Torre da Ascensão

  "Equipa Sete, avancem!"

  A voz da Professora Elara ecoou pela arena, fria e imperativa. Moisés, Maria e Rick trocaram um olhar determinado, uma comunica??o silenciosa que valia mais do que mil palavras. Sem hesitar, correram em uníssono para a entrada da Torre da Ascens?o. As portas de metal pesado fecharam-se atrás deles com um som surdo e final, mergulhando-os num silêncio tenso e expectante.

  Diante deles, estendia-se um corredor longo e imaculadamente branco, t?o estéril que feria os olhos. N?o havia obstáculos, nem armadilhas visíveis. Nada. Apenas um caminho reto e silencioso.

  Maria preparou-se para disparar pelo corredor, ansiosa por ganhar tempo, mas a m?o de Moisés no seu ombro deteve-a.

  "Espera", disse ele, a sua voz baixa e cautelosa. "Está demasiado fácil. Demasiado silencioso."

  Rick franziu o sobrolho, impaciente. "é só um corredor, Moisés. Vamos perder tempo."

  "Fiquem parados", insistiu Moisés. Ele fechou os olhos por um momento, concentrando-se, canalizando uma pequena fra??o do seu poder para os seus sentidos. Quando os abriu, as suas íris brilhavam com um ouro líquido e intenso. Para ele, o mundo à sua frente mudou. O corredor estéril e vazio transformou-se numa teia de aranha mortal, entrela?ada com dezenas de feixes de laser invisíveis que se cruzavam em todos os angulos possíveis. Um único passo em falso e seriam fatiados em peda?os.

  "Eu sabia", sussurrou ele. "Maria, usa o teu poder para levantar a poeira do ch?o. Cria um ciclone pequeno e controlado, direcionado para o corredor."

  Ainda que confusa com o pedido estranho, Maria obedeceu sem hesitar, confiando no seu instinto. Com um gesto rápido da m?o, ela criou um pequeno remoinho que sugou as partículas de pó invisíveis do ch?o e as lan?ou para a frente. No instante em que a poeira tocou nos feixes, eles tornaram-se visíveis, linhas de luz vermelha a revelarem a rede letal. Os olhos de Maria arregalaram-se em choque.

  Moisés sorriu. "Minha vez."

  E ent?o, ele moveu-se. N?o com a velocidade de Maria, mas com uma gra?a impossível, quase sobre-humana. Ele saltou, girou, deslizou e contorceu-se, as suas acrobacias fantásticas a levá-lo através da teia de lasers com uma mestria que parecia desafiar as leis da física. Cada movimento era preciso, fluido, como se ele e as armadilhas estivessem a dan?ar um balé perigoso e intrincado. Em segundos, ele estava do outro lado, ileso.

  "Vossa vez", disse ele, virando-se para eles. "Sejam cuidadosos."

  Com a rota dos lasers agora visível, Maria e Rick atravessaram o corredor lentamente, com uma cautela extrema. "Ufa, foi por pouco. Bem visto, cérebro", disse Maria, dando um soco amigável no ar na dire??o de Moisés.

  O desafio seguinte era uma escadaria interminável em espiral, que subia para a escurid?o.

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  "A sério?", bufou Rick, olhando para cima com desdém.

  Moisés n?o tinha paciência para subir degrau a degrau. Com um salto ágil, agarrou-se ao corrim?o de metal e come?ou a deslizar para cima a uma velocidade incrível, usando-o como um carril. Instantaneamente, as paredes ganharam vida. Painéis abriram-se e dispararam flechas flamejantes na sua dire??o. Ele desviou-se e girou em torno do corrim?o, as chamas a passarem a centímetros do seu corpo, mas continuou a sua subida implacável até chegar ao topo.

  "N?o temos tempo para isto!", gritou Maria para Rick. "Sobe!" Ela agachou-se e Rick, sem um momento de hesita??o, saltou para as suas costas. Num piscar de olhos, ela disparou escada acima, um borr?o azul e prateado que subiu dezenas de andares num instante, chegando ao topo logo a seguir a Moisés.

  Eles irromperam pela porta final e encontraram o último desafio: uma sala circular vasta, dominada por um rob? gigante com uns três metros de altura, a sua armadura a brilhar sob as luzes. Ele estava rodeado por uma dúzia de rob?s de seguran?a mais pequenos, e todos viraram as suas cabe?as metálicas na dire??o deles no momento em que entraram.

  "Tenho um plano", disse Moisés, sem perder um segundo. "Maria, a tua velocidade. Derruba os menores, cria uma distra??o. Eu e o Rick tratamos do grandalh?o."

  "Podes crer!", gritou Maria, já em movimento.

  Ela tornou-se um relampago. Em menos de um segundo, a sala encheu-se com o som ensurdecedor de metal a ser amassado. Ela ziguezagueou pela sala a uma velocidade estonteante, cada passagem deixando um rob? de seguran?a mais pequeno em peda?os no ch?o. Antes que o rob? chefe pudesse sequer levantar a sua arma de cano triplo, estava sozinho.

  "Agora!", gritou Moisés.

  Rick, com a sua pele de diamante negro já ativada, avan?ou como um touro, batendo com o ombro com toda a for?a no joelho do rob?. A junta de metal cedeu, e o impacto desequilibrou a máquina gigante. O rob? trope?ou e caiu para trás com um estrondo ensurdecedor. Faltava apenas o golpe final.

  Moisés ergueu as m?os à sua frente, as palmas abertas. A energia dourada, ondulante e dinamica, come?ou a crepitar entre elas, girando e comprimindo-se até formar uma esfera de luz densa e pulsante. Era um projétil de poder puro.

  "Ataca!", gritou ele. Com um movimento de empurr?o, Moisés lan?ou a esfera em dire??o ao rob? caído. Ela voou pelo ar como um mini-cometa e atingiu a cabe?a do rob? com uma for?a devastadora. O metal derreteu e dobrou-se como papel, e a esfera perfurou um buraco limpo e fumegante na sua testa. O rob? estremeceu violentamente, os seus olhos vermelhos piscaram erraticamente e apagaram-se. Depois, caiu inerte e explodiu numa chuva de faíscas e metal retorcido.

  Um sinal verde brilhante acendeu-se no topo da sala. Tinham conseguido.

  Quando saíram da torre, ofegantes mas triunfantes, a Professora Elara estava à espera deles com um datapad na m?o, a sua express?o t?o severa como sempre. As outras equipas já estavam reunidas, algumas com ar vitorioso, outras com ar de clara derrota.

  "Os resultados da Torre da Ascens?o est?o calculados", anunciou ela, a sua voz a silenciar todos os murmúrios. "A maioria das equipas demonstrou competência. Algumas demonstraram excelência."

  Ela fez uma pausa, os seus olhos a varrerem a multid?o antes de se fixarem na Equipa Sete.

  "No entanto, uma equipa n?o demonstrou apenas excelência. Eles quebraram todos os recordes anteriores. Completaram a torre em três minutos e quatorze segundos."

  Um murmúrio de espanto e incredulidade percorreu os alunos.

  "Parabéns, Equipa Sete", disse Elara, e pela primeira vez, Moisés viu o esbo?o de um sorriso no seu rosto. "A vossa promo??o está aprovada. Bem-vindos ao próximo nível."

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