一 Como foi a sensa??o de enfrentar um Cavaleiro, Ray?
Enquanto seguem no túnel que vai até a dire??o de Kromslaing, o protagonista está na dianteira com um orbe de luz iluminando os arredores.
A voz do mentor vem de trás de Carmen, a segunda na fila.
一 Foi difícil. Mais do que enfrentar o Cavaleiro de Elite em Heinz.
O menino diz enquanto compara o peso dos golpes de cada um. Sansha Kester parece estar vivendo o ápice ou quase o ápice de sua for?a, mas Khinayen estava em declínio.
一 Os Cavaleiros de Heinz n?o podiam usar Glanz e a for?a do Schaltung também n?o é a mesma.
Em seguida o mentor complementa de maneira rápida.
一 Isso acontece porque ele foi corrompido pela Estrela Escura?
一 Também, mas principalmente por já estar morto. Quando alguém morre, nada mais brilha.
Parando para pensar, o rapaz desliza os olhos para frente. No ritmo dos passos, percebe as condi??es em que enfrentou o Cavaleiro de Heinz.
“O qu?o forte será que ele era quando estava vivo ent?o?”
一 Essa sua queimadura, foi um Cavaleiro com armadura dourada quem fez?
O semblante de Yurgen se fixa sobre as costas da mulher logo à frente.
A ruiva olha para trás por alguns instantes. Parece n?o gostar da pergunta.
一 Foi sim. Por que?
一 Eu já enfrentei ele, mas terminamos em empate. O nome dele é Sollerman.
O olhar dela se estreita na encarada entre eles.
一 Tá me dizendo que você é mais forte do que eu?
一 Claro que n?o. Você lutou contra uma Cavaleira e foi surpreendida por um Cavaleiro de Elite…
Com a afirma??o, a aten??o do velho se dispersa para o lado. Encarando a parede, um suor escorre da fei??o.
一 Que bom que você sabe!
Carmen, por outro lado, ficou satisfeita e com o humor melhorado ao ponto de estabelecer um sorriso na cara.
一 Mas ele é bem forte. é um Hitzehaster, né.
Yurgen acena com a cabe?a.
一 Hitzehaster?
Com curiosidade, Raisel pergunta como um sussurro.
一 Nome de quem domina o Kern, mas tem afinidade com a Raiva e a Paciência, Ray.
一 Ent?o cada afinidade de Pecado e Virtude tem um nome?
Uma das sobrancelhas dele se levanta.
一 Uhum.~
一 Que complicado…
A ruiva estende o dedo indicador para cima. O Gewissen dela flui encobrindo os arredores dele, mas imediatamente come?a a se movimentar como uma serra. Pontiagudo e indo de baixo para cima, parece incontáveis laminas entrela?adas entre si.
一 Olha aqui, Rayzinho.
Os três cessam os passos.
O protagonista se vira.
一 Eu sou uma Eigenhenster, ou Eigen, pra simplificar. Aí eu consigo ter uma propriedade de corte mais afiada na minha energia.
一 E o Eigen tá relacionado com qual Pecado e Virtude?
一 Luxúria e Castidade.
A luz avermelhada de Carmen se apaga. Os olhos dourados imediatamente buscam o mentor.
一 Você é um Hitzehaster também, igual esse Sollerman?
一 Isso. Hitzehas, simplificando.
A cena da aura prateada do velho subindo como fogo e os secando na entrada do subterraneo passa a fazer mais sentido na mente do rapaz.
Em seguida, eles voltam a caminhar.
一 O que eu sou será? Vocês sabem?
Carmen balan?a a cabe?a para os lados.
Por outro lado, Yurgen suspira levemente.
一 Você precisa descobrir isso sozinho. Tente lembrar do seu sentimento mais poderoso.
“Meu sentimento mais poderoso…”
Observando os próprios pés, o protagonista busca as sensa??es que sentiu desde o início da viagem para encontrar Imoriel. Foram tantas emo??es e frustra??es. Tudo parece embaralhado dentro de seu peito.
Após isso, os três seguem em silêncio por mais alguns bons minutos.
Por estarem caminhando na escurid?o somente com o orbe de luz dourado como referência, Carmen come?a a se sentir incomodada.
一 Quanto tempo faz que a gente tá caminhando?
Com os bra?os cruzados abaixo dos seios, está come?ando a ficar com as pernas cansadas de tanto andar após uma luta t?o intensa.
一 Quarenta minutos.
A mulher sobe o rosto e encara o teto.
一 Nem pense nisso. Nós vamos morrer soterrados.
Unlawfully taken from Royal Road, this story should be reported if seen on Amazon.
一 Tsc.
Com um estalar de língua, ela continua a caminhar encarando a frente.
Para tentar ver o qu?o longe est?o, o jovem cintila com mais intensidade o dourado em seus olhos. A maneira como o mundo se disp?e é composto pelo breu, mas dessa vez, a energia dele pulsa do orbe como uma rajada para mapear o local parcialmente, pelo menos até o fim do caminho e o início.
一 Estamos na metade. Também n?o identifiquei nenhum inimigo.
一 O Zienung n?o é t?o preciso pra notar inimigos consumido pelas Trevas. Como estamos indo para Kromslaing, é preciso ficar atento o tempo inteiro, Ray.
一 Kromslaing é t?o perigoso assim?
Encarando-o de soslaio, ele vê o aceno da cabe?a do mentor.
一 Você vai ver.
Em silêncio, continuam a andar.
A fala do av? deixou o rapaz tenso. A aten??o redobrada por parte do protagonista, faz com que Carmen e Yurgen se recuperem e relaxem mais. Apesar dos Schaltung de Cassiopeia e Aquila n?o serem muito bons para isso.
O som de um córrego de água ecoa pelo túnel, mas n?o há nenhuma luz à frente. Está vindo do restante do caminho, mas sem saber o que é ou o qu?o longe está, deixa Yurgen e Raisel preocupados.
一 é um rio?
一 N?o sei.
O barulho da água corrente se torna cada vez mais forte. Por outro lado, o cheiro pútrido dos esgotos fica para trás.
O orbe dourado revela parcialmente uma paisagem de uma pequena cachoeira e uma correnteza logo abaixo.
O túnel está pouco acima. Talvez no passado, a água estivesse mais alta e transbordasse com mais ímpeto em dire??o ao centro do esgoto.
Encarando o céu, está completamente escuro, sem estrelas ou o luar. O aroma da vegeta??o revigora os pulm?es do trio após tanto tempo debaixo das passagens de concreto.
一 Você sabe onde estamos, Yurgen?
一 Preciso sair e buscar um lugar alto pra ver.
Eles, ent?o, saltam para o outro lado da água corrente um de cada vez. O primeiro é o rapaz, seguido pela mulher e o último é o barbado.
Com os pés sobre o gramado, iniciam um caminhar entre as árvores em busca de subir mais aquele morro.
一 é melhor cessar a luz, Ray.
一 Verdade. Esqueci, desculpa…
O orbe no palmo desaparece.
O ar úmido em meio à floresta é incomparavelmente mais agradável do que antes. Carmen respira fundo contemplando a natureza e o cheiro familiar do campo.
à medida que sobem, o horizonte se clareia com a passagem da luz lunar. As nuvens cobertas nos tons de cinza acompanham a brisa do início da noite.
Para trás, o Distrito Comercial e Residencial ganha destaque. Principalmente pelo coliseu estar ainda mais próximo do que à primeira vista durante a manh?.
As luzes dos prédios parecem um incêndio controlado. Ao fundo, o grandioso Castelo de Balmund finalmente está visível.
Os três param e observam a paisagem.
Yurgen salta para cima de uma árvore indo de galho em galho.
As luzes vindas do Castelo n?o se parecem apenas fogo, mas também uma mistura de tons mais frios como azul e roxo. é uma constru??o enorme com torres espiraladas em anéis, inúmeras varandas, janelas e salas.
Raisel está deslumbrado com a paisagem. Carmen sente desgosto. Yurgen sequer a aprecia.
Os olhos prateados do mentor analisam a área mesmo em meio à noite.
Após alguns instantes, ele desce e pousa ao lado dos companheiros.
一 Estamos na dire??o certa, aqui é o leste de Balmund. Kromslaing fica há poucas horas.
Desse modo, os três trocam olhares e acenam com a cabe?a um para o outro.
O velho toma à frente do grupo, o aprendiz no centro e a ruiva sendo a última.
Em uma área mais aberta da floresta, uma ventania mais forte balan?a as vestimentas do trio. A mulher segura o vestido e o garoto fecha um dos olhos. Por outro lado, o arqueiro permanece firme.
Acompanhando a brisa da noite, além do horizonte e da floresta, uma cidade em ruínas os espera. Com olhos tomados pelo breu à espreita, vultos e apari??es consomem cada esquina.
A cidade fantasma de Kromslaing está há poucas horas. Porém, no meio desse trajeto, em algum lugar adiante na parte morta da floresta, uma cabana escura é assombrada por olhos pulsantes em azul que desaparecem como fuma?a.
一 Est?o vindo…
Os sussurros de alguém mesmo estando há muitos quil?metros de distancia, no fim, chegam aos ouvidos de Raisel.
Olhando para trás, ele diminui o ritmo dos passos.
一 Falou alguma coisa, senhora Carmen?
一 Eu n?o. Tá ouvindo coisa, é?
Um sorriso é esculpido no semblante da mulher. De bochecha a bochecha, ela bate os dedos do palmo direito sobre a cabe?a de Raisel.
一 Coitadinho… Tá morrendo de medo. N?o se preocupa, a titia e o titio est?o aqui com você~ Pronto, pronto~
Raisel afasta a m?o da mulher após ter a cabe?a martelada algumas vezes.
一 Sai pra lá. Para com isso-
Entre sorrisos em meio a escurid?o, o menino permanece atento com a sensa??o de arrepio em sua nuca ainda o incomodando.

