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De volta à toca, Samuel caminhava inquieto, de um lado para o outro. Seus pensamentos estavam mergulhados na vis?o que presenciara antes. "Eles n?o s?o todos maus, eles s?o obrigados. O que será que esse líder tem de t?o terrível para inspirar tanto medo?", refletia, com o olhar distante.
Alex, deitado em um canto da toca, observava seu pai com curiosidade. Embora achasse que Samuel havia descansado, sabia que isso n?o era verdade. O jeito apreensivo de Samuel estava deixando Alex preocupado.
— Tem certeza de que tá tudo bem, pai? — perguntou Alex, inclinando a cabe?a. — Você tá assim desde que a gente chegou.
Samuel parou por um momento, respirou fundo e respondeu com um sorriso:
— Estou bem, só pensando em algumas coisas. Me desculpe se te preocupei.
— Claro que n?o! Só que é estranho te ver assim... Você pode me contar o que tá acontecendo?
Samuel hesitou, mas depois caminhou até Alex e sentou-se ao seu lado, o olhar mais suave.
— Acho que já n?o dá mais para esconder isso de você, lobinho.
Alex franziu a testa, intrigado.
— Esconder o quê?
Samuel passou a m?o pelos pelos de Alex, como se procurasse coragem no carinho.
— Eu te disse que n?o sou daqui. Isso é verdade. Mas n?o contei tudo.
— Tudo? — Alex inclinou a cabe?a. — Como assim?
Samuel suspirou, como se estivesse aliviando um peso antigo.
— Eu sou de outro mundo. Um mundo onde só existem humanos.
Alex piscou, surpreso.
— Outro mundo? Mas... por quê?
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Samuel sorriu tristemente.
— No meu mundo, as coisas já foram boas. Eu tinha amigos, uma família unida, mesmo com brigas. Mas ent?o... tudo mudou. Uma praga devastadora surgiu e destruiu tudo. Eu perdi todos que amava e fiquei sozinho, vagando sem esperan?a.
Alex ouviu com aten??o, os olhos brilhando de compaix?o.
— E aí... uma luz apareceu. Ela me disse que eu tinha uma miss?o: acabar com o que ela chamou de "esquecimento" e salvar mundos que estavam se perdendo. Eu n?o tinha mais nada a perder, ent?o aceitei. Fui trazido aqui, a este mundo, onde pude recome?ar.
Ele olhou para Alex, os olhos brilhando com uma ternura profunda.
— E foi aqui que encontrei uma nova família. Você. E eu faria qualquer coisa para proteger você.
Alex permaneceu em silêncio, absorvendo cada palavra. Depois de um momento, murmurou:
— Ent?o... um dia você vai embora?
Samuel abriu a boca para responder, mas a chegada de Kuwabara e Sam interrompeu o momento.
— Atrapalhamos vocês? — perguntou Kuwabara, parecendo desconcertado.
— Desculpem... — disse Sam, um pouco tímido.
Samuel sorriu, tranquilizando-os.
— Tá tudo bem. O que vocês querem?
Kuwabara e Sam trocaram olhares antes de Sam falar:
— Queríamos que você nos mostrasse como você usa seus poderes! Por favor!
Samuel riu, divertido.
— Sério que vocês vieram até aqui só pra isso?
— Sim! — responderam os dois em coro.
Rindo, Samuel levantou-se.
— Tá bom, tá bom. V?o na frente. Eu resolvo uma coisa e já vou.
— Beleza! Vamos esperar na frente da toca do Sam! — disse Kuwabara, saindo com Sam.
Samuel voltou-se para Alex, que ainda estava pensativo.
— N?o fique assim, lobinho. Eu n?o vou te deixar. Nunca. Acredite em mim.
Alex ergueu as orelhas, o olhar mais esperan?oso.
— Tá bom...
Samuel sorriu e se levantou.
— E se eu fizer isso?
— Isso o quê? - Alex perguntou curioso.
Com um gesto rápido e cuidadoso, Samuel ergueu Alex nos bra?os e o colocou sobre seus ombros, como se ele fosse o rei do mundo.
— Pronto. Agora vamos.
Alex, surpreso, deixou escapar uma risada alegre. Por um momento, o peso da conversa se dissipou. Eles caminharam juntos, lado a lado, em dire??o à toca de Sam, aproveitando cada segundo daquele instante precioso.
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