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Capítulo 3: O Horizonte do Vazio

  Capítulo 3: O Horizonte do Vazio

  O ar no Templo do Nirvana era doce, mas para Yami, ele pesava como chumbo. Ele estava de pé, o suor evaporando em faíscas roxas enquanto tentava estabilizar seu **Núcleo de Entropia**. Diante dele, **Ren** permanecia em uma postura relaxada, quase desleixada.

  Yami sorriu, um brilho de arrogancia cruzando seus olhos. Ele se lembrava da Batalha de Classes, de como apagou o núcleo de Kaito, de como sobreviveu à própria execu??o. Ele se sentia um deus entre os homens.

  — "Você é bom, Ren. Mas eu já lutei contra exércitos. Minha morte me deu um poder que sua disciplina nunca vai alcan?ar," — provocou Yami, o bra?o direito estalando com a estática do vácuo.

  Ren n?o mudou a express?o.

  — "Confian?a é o primeiro passo para o esquecimento, garoto."

  Em um movimento que Yami sequer conseguiu processar — um borr?o que desafiou a física — Ren desferiu um golpe de palma aberta no peito de Yami. N?o foi um soco; foi um descarte. O impacto enviou Yami em uma trajetória balística, rompendo a barreira do som e atravessando o horizonte do Nirvana. Ele voou por uma distancia equivalente ao diametro da Terra, cruzando oceanos de energia e cadeias de montanhas espirituais até sumir de vista.

  ---

  No templo, o Buda observava o rastro de fuma?a roxa deixado por Yami, soltando uma leve risada, sua alma emanando uma paz inabalável.

  — "Era realmente necessário, Ren? Ele ainda é apenas uma semente," — comentou o Buda, divertido.

  Ren descontraiu a postura, limpando uma poeira inexistente do ombro.

  — "Sementes precisam ser enterradas para crescerem. Ele precisava saber que o poder do **Núcleo** dele n?o significa nada se ele n?o tiver onde pisar."

  O Buda assentiu suavemente. Em menos de um segundo, em um piscar de olhos que nem a luz ousaria competir, ele desapareceu.

  ---

  Yami acordou com o gosto de areia e metal na boca. Sua vis?o estava turva, mas seus olhos ainda brilhavam com um roxo carregado de raiva. Ele esperava ver as árvores verdejantes do templo, mas o que encontrou foi um deserto infinito de areia branca e céu cor de mercúrio.

  — "Acorde, jovem Nishigaki," — a voz do Buda soou ao seu lado. Ele estava lá, calmo, como se estivesse ali há horas.

  Yami se levantou cambaleante.

  — "Onde... onde estamos? Que lugar é esse?"

  — "O Nirvana é vasto, Yami. Dez vezes maior que a Terra que você conhece," — explicou o Buda, olhando para o horizonte sem fim. — "Este é o Deserto das Almas Errantes. Você subestimou o peso do seu caminho, ent?o agora terá que percorrê-lo sozinho."

  Yami tentou ativar seu voo, mas seu **Núcleo** vacilou sob a press?o da gravidade local.

  — "Ou?a bem," — continuou o Buda. — "Embora este seja um reino de paz, ele é constantemente assediado por **Espíritos**. Seres cujas almas est?o em puro caos e desordem. Por n?o terem ordem, eles n?o sentem o efeito da gravidade deste lugar. Eles s?o rápidos, famintos e odeiam a luz que você carrega."

  O Buda apontou para uma dire??o onde o sol nunca se punha.

  — "Você tem 90 dias para retornar ao Templo. Se falhar, o deserto se tornará sua eternidade."

  Como um último ato, o Buda sorriu. Sua silhueta come?ou a se dissipar, tornando-se uma névoa dourada que sumia em uma velocidade t?o absurda que os olhos de Yami, mesmo com o brilho da Entropia, mal conseguiram registrar o movimento final. Restou apenas o silêncio e o calor escaldante.

  Yami olhou para as próprias m?os, que tremiam. Ele estava a milhares de quil?metros de "casa", cercado por monstros que n?o respeitavam as leis da física, com um prazo de 90 dias e um **Núcleo** que pesava como um planeta.

  — "Noventa dias..." — Yami trincou os dentes, e uma onda de choque roxa emanou de seus pés, rachando a areia. — "Eu vou voltar. E quando eu voltar, nem o Ren vai conseguir me tocar."

  ---

  O desespero, frio e cortante, agiu como um balde de água gelada sobre a fúria de Yami. Por um breve instante, as chamas roxas de seu **Núcleo** vacilaram, diminuindo a estática agressiva que emanava de seu corpo. Naquele vácuo de silêncio interno, as palavras do Buda ecoaram com uma clareza dolorosa: *“alma pura e em paz”*.

  Yami cerrou os dentes, sentindo os gr?os de areia cortarem seus joelhos. Ele n?o tinha paz — sua existência era um erro, sua linhagem era de gelo e seu destino era a morte. Mas ele entendeu a lógica: se o ódio tornava sua alma "pesada" para a gravidade do Nirvana, ele precisava, pelo menos, silenciar o ruído. Ele n?o precisava perdoar o mundo agora; ele precisava sobreviver a ele.

  Ele fechou os olhos, ignorando os sussurros gélidos dos espíritos que ro?avam em sua nuca. Ele parou de lutar contra a gravidade e tentou, em vez disso, aceitá-la como parte do solo.

  — "N?o é sobre for?a..." — sussurrou para si mesmo, a voz falhando. — "é sobre frequência."

  Ele for?ou seu **Núcleo** a desacelerar. O brilho roxo caótico em seu peito estabilizou-se em um pulsar lento e rítmico. Gradualmente, a sensa??o de que um planeta estava sentado em seus ombros diminuiu de um esmagamento insuportável para um peso massivo, mas suportável. Com um esfor?o hercúleo, Yami usou as palmas das m?os para empurrar o ch?o. Seus músculos tremiam, as veias saltavam em seu pesco?o, mas ele se levantou.

  Os espíritos pararam por um segundo, surpresos pela súbita mudan?a na aura do rapaz. Eles avan?aram novamente, mergulhando como falc?es de sombra, mas Yami n?o tentou socá-los. Ele apenas come?ou a se mover.

  Cada passo era uma batalha. Seus pés afundavam na areia branca, e a gravidade tentava puxá-lo de volta para o oblívio a cada centímetro conquistado. Ele avistou, ao longe, o que pareciam ser as ruínas de um arco de pedra soterrado, uma estrutura antiga que talvez oferecesse algum tipo de barreira física ou espiritual contra o cerco constante.

  Ele come?ou a correr. N?o era a velocidade de um shinobi de elite, mas era o máximo que sua alma "pesada" permitia. Os espíritos voavam ao seu redor, rindo, desferindo cortes superficiais que brilhavam em névoa escarlate e roxa. Yami ignorou a dor. Seu foco estava apenas no arco de pedra. Ele precisava de um teto, de uma parede, de qualquer coisa que limitasse os angulos de ataque daquelas coisas.

  A cada passo, ele repetia mentalmente o mantra da calma, for?ando o ódio a recuar para o fundo de sua mente. Se ele deixasse a raiva subir novamente, a gravidade o pregaria no ch?o instantaneamente, e os espíritos terminariam o trabalho.

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  Ele estava a poucos metros das ruínas quando um espírito maior, com a face distorcida em um grito eterno, barrou seu caminho. Yami n?o parou. Ele concentrou uma pequena fra??o de seu **Núcleo** apenas na sola dos pés, impulsionando-se com uma explos?o contida de energia. Ele passou por baixo do espectro, rolando na areia e derrapando para dentro da sombra das ruínas.

  Ali, o ar parecia ligeiramente diferente. Os espíritos pararam na entrada da estrutura, sibilando e hesitando em cruzar a linha da sombra. Yami desabou contra a pedra fria, o peito subindo e descendo violentamente. Ele tinha sobrevivido aos primeiros minutos, mas olhou para fora e viu a vastid?o do deserto que ainda precisava cruzar.

  Ele estava exausto, ferido e sozinho. Mas, pela primeira vez desde que morreu, ele n?o estava apenas reagindo com ódio; ele estava aprendendo a jogar as regras de um mundo que n?o o queria lá.

  ---

  O corpo de Yami finalmente cedeu. No momento em que suas costas tocaram o ch?o de pedra fria das ruínas, a adrenalina que sustentava seus músculos evaporou, deixando apenas um rastro de exaust?o profunda. Ele n?o fechou os olhos por escolha; seu sistema simplesmente desligou.

  Foram **12 horas** de um sono pesado, quase como um coma. Enquanto ele dormia, o **Núcleo de Entropia** em seu peito trabalhava em silêncio. Sem a mente de Yami para alimentar o ciclo de ódio e fúria, a energia parou de expelir faíscas erráticas e come?ou a ser reabsorvida. Era como uma ferida tentando cicatrizar em meio a um campo de batalha. As luzes roxas que antes escapavam de seus poros como fuma?a tóxica agora apenas pulsavam fracamente sob sua pele, como brasas moribundas.

  Quando Yami finalmente abriu os olhos, o sol de mercúrio do Nirvana ainda estava na mesma posi??o — o tempo ali n?o seguia a lógica dos homens.

  Ele se sentou lentamente, esperando o impacto esmagador da gravidade, mas ele n?o veio com a mesma violência de antes. O peso ainda estava lá, mas seu corpo havia come?ado a se adaptar durante o repouso. Seu **Núcleo** estava mais estabilizado; a desordem que definia sua existência n?o havia sumido, mas estava organizada, como uma tempestade que se transformou em uma chuva pesada e constante.

  Yami olhou para fora das ruínas. Os espíritos ainda estavam lá, circulando o perímetro como abutres pacientes, mas o silêncio do deserto parecia menos intimidador agora. Ele sentia a energia fluindo por suas veias de forma mais suave, menos corrosiva.

  — "Doze horas..." — murmurou ele, sentindo a garganta seca. — "Ainda faltam oitenta e nove dias."

  Ele se levantou, testando o equilíbrio. Seus movimentos eram lentos, mas precisos. A "paz" que o Buda mencionou ainda era um conceito distante, mas a clareza que o sono trouxe deu a Yami algo que ele raramente tinha: **foco**. Ele n?o estava mais apenas tentando n?o morrer; ele estava come?ando a entender que, para cruzar aquele deserto, ele teria que moldar o caos do seu **Núcleo** até que ele se tornasse parte da harmonia daquele lugar, ou morreria tentando ser um intruso.

  Yami deu o primeiro passo para fora da sombra, os olhos brilhando em um roxo mais profundo e menos instável. Ele sabia que os espíritos atacariam no momento em que ele cruzasse a linha da areia, mas agora, ele tinha uma base para come?ar a construir seu próprio caminho de volta.

  ---

  Yami projetou o corpo para frente, sentindo a resistência da areia. O peso ainda era descomunal, como se ele estivesse carregando uma armadura de chumbo invisível, mas a pequena estabilidade em seu **Núcleo** permitia que ele n?o afundasse a cada passo. Ele precisava de água. A sede no Nirvana n?o era apenas física; era o seu corpo tentando compensar o desgaste da energia que o mantinha íntegro naquela gravidade.

  Ele sabia que o deserto era vasto. Pelo seu cálculo mental, seriam necessários pelo menos **20 dias** de marcha ininterrupta apenas para ver o fim das dunas brancas — e isso se ele n?o colapsasse antes.

  Os espíritos n?o demoraram a notar sua saída das ruínas. Eles mergulharam do céu de mercúrio como flechas de fuma?a preta. Yami, em vez de parar para lutar como da última vez, usou a agressividade deles a seu favor.

  Enquanto corria, Yami focou em seus reflexos. Sempre que uma garra de sombra se aproximava de seu rosto, ele n?o tentava socar; ele realizava movimentos curtos, esquivas milimétricas, deixando a garra passar a centímetros de sua pele. Cada desvio era um teste de agilidade sob press?o: se ele errasse o tempo, a gravidade o faria trope?ar; se ele exagerasse no movimento, o gasto de energia do **Núcleo** o esgotaria.

  — "Mais rápido..." — ele sibilava entre dentes, os olhos roxos mapeando a trajetória de três espíritos que vinham por trás.

  Ele saltou sobre uma duna, usando o impulso para girar no ar. Um espírito passou por baixo dele, e Yami usou o corpo da própria criatura — que n?o tinha peso, mas oferecia uma resistência de energia — como um apoio momentaneo para se impulsionar para frente. Ele estava transformando a persegui??o em um circuito de treinamento.

  Os espíritos uivavam de frustra??o. Eles n?o conseguiam prever os movimentos de Yami porque o rapaz estava come?ando a fundir sua inten??o com o fluxo do **Núcleo**. Ele estava aprendendo a "ler" a inten??o das sombras antes mesmo de elas se materializarem.

  O sol de mercúrio n?o baixava, e o calor era uma presen?a constante que secava seus lábios até sangrarem. No quinto dia de travessia, a miragem da água come?ou a torturar sua mente. Yami via lagos prateados no horizonte que desapareciam ao se aproximar. Mas ele n?o parou. Ele sabia que, em um lugar dez vezes maior que a Terra, a água n?o seria um simples po?o, mas provavelmente um oásis de energia pura.

  Sua agilidade estava nitidamente superior. Se no primeiro dia ele parecia um animal ferido tentando fugir, no décimo dia ele se movia como uma sombra entre as sombras. Ele aprendeu a deslizar pela areia, minimizando o impacto da gravidade ao manter seu centro de massa baixo e seu **Núcleo** em um fluxo constante e circular.

  No vigésimo dia, o cenário finalmente come?ou a mudar. A areia branca, antes fina e profunda, come?ou a dar lugar a um solo rachado e seco, com afloramentos de cristais negros que pareciam brotar do ch?o. O ar, antes seco, trouxe um cheiro metálico e úmido.

  Yami, com o corpo coberto por cicatrizes superficiais dos espíritos e a pele castigada pelo sol, parou no topo de uma eleva??o de cristal. Seus olhos roxos, agora profundos e focados, avistaram algo ao longe: n?o era um lago comum, mas uma queda d'água de luz líquida que caía de um rochedo flutuante para uma bacia de pedra.

  Ele estava no limite. Seus joelhos fraquejaram, mas ele n?o caiu. Ele olhou para trás e viu a horda de espíritos que o seguiu por centenas de quil?metros. Eles pararam na borda do deserto, temendo a luz que emanava daquela fonte de água.

  Yami caminhou até a margem, mergulhando o rosto na água fria. O contato n?o apenas saciou sua sede, mas pareceu "limpar" a estática de seu **Núcleo**, estabilizando-o a um nível que ele nunca havia sentido antes. Ele tinha vencido os primeiros 20 dias.

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  Enquanto Yami encontrava seu refúgio de luz líquida no Nirvana, o tempo em Peridot corria em uma cadência diferente, mas igualmente tensa. Faltavam apenas cinco dias para completar o ciclo de treinamento de Jason, e o Esquadr?o Real n?o estava mais disposto a jogar moedas ao vento em ataques frontais.

  O **Rei de Copas**, mestre estrategista do Baralho, deu a ordem: infiltra??o total. Os números baixos pararam de carregar os port?es Nishigaki e come?aram a se misturar às sombras das florestas que circundavam o território Belmont. Através de interrogatórios e espionagem silenciosa, eles interceptaram um boato: o herdeiro Belmont n?o estava apenas escondido; ele estava sendo forjado por Ozu.

  Para o Baralho Real, um Belmont com o **Núcleo de Platina** desperto era uma variável perigosa demais para ser ignorada. Eles precisavam de dados. Precisavam saber se o metal era maleável ou inquebrável.

  O escolhido para a miss?o foi um **2 de Ouros**. Na hierarquia do Baralho, ele era a base, o mais fraco entre os naipes. No entanto, ele ainda era um shinobi que havia sobrevivido a prova??es que matariam centenas de soldados comuns. Ele foi enviado como um sacrifício de reconhecimento, uma isca para extrair informa??es sobre o estilo de luta de Jason.

  O confronto ocorreu em um desfiladeiro próximo ao Castelo Belmont. Jason estava retornando de uma sess?o de coleta de minérios quando sentiu o ar vibrar. N?o era a presen?a de Yami, mas algo hostil e técnico.

  O **2 de Ouros** surgiu de uma cortina de fuma?a, disparando projéteis embebidos em energia ácida. Ele se movia com a precis?o de uma máquina, tentando manter distancia para analisar as rea??es do garoto.

  — "Ent?o você é o suporte da Morte?" — o shinobi sibilou, lan?ando uma rede de fios de a?o refor?ados por seu próprio **Núcleo**.

  Jason n?o hesitou. Ele n?o tinha a fúria cega de Yami, mas tinha uma determina??o sólida como o minério. Ele ativou a **Malha**, sentindo o sangue prateado enrijecer sua pele. Os fios de a?o, que deveriam retalhar qualquer homem, apenas faíscaram contra seu bra?o como se estivessem batendo em uma bigorna.

  O shinobi arregalou os olhos. Ele tentou um ataque direto com uma adaga curta, mas Jason foi mais rápido. Usando o **Arsenal**, ele moldou uma pequena placa de platina na palma da m?o, bloqueando a lamina, e com um movimento fluido de rota??o, atingiu o peito do oponente com um soco carregado de densidade metálica.

  O impacto n?o quebrou apenas as costelas; ele enviou uma onda de choque que desestabilizou o **Núcleo** do shinobi. O 2 de Ouros voou contra a parede de pedra do desfiladeiro, caindo nocauteado instantaneamente.

  Jason desfez a platina, respirando fundo. Ele olhou para o inimigo caído, percebendo que o "esquema de cartas" do Shogun n?o era apenas um título — era uma amea?a real que estava se fechando ao redor dele e de Yami.

  — "Se um 2 já é capaz disso..." — murmurou Jason, olhando para as próprias m?os prateadas — "eu preciso ser mais do que apenas um escudo."

  Jason parou por um instante, o silêncio do desfiladeiro sendo quebrado apenas pelo vento encanado entre as rochas. Quando ele se virou para olhar o corpo do **2 de Ouros**, sentiu um calafrio que nada tinha a ver com a temperatura: o lugar estava vazio. Apenas uma marca de impacto na parede de pedra e alguns estilha?os de máscara restavam.

  — "Impossível... eu senti o impacto. Ele deveria estar com o **Núcleo** em choque," — murmurou Jason, apertando os punhos.

  A ficha caiu instantaneamente: ele n?o estava lidando com bandidos de estrada. O Esquadr?o Real era composto por soldados condicionados a ignorar a dor e a priorizar a informa??o acima da própria vida. Sem perder mais um segundo, ele disparou em dire??o ao Castelo Belmont.

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  Ao chegar, Jason encontrou seu pai e o mestre Ozu no sal?o de armas. O clima era pesado. Quando Jason contou sobre o confronto e o desaparecimento do corpo, o rosto de Ozu se obscureceu.

  — "Eles n?o enviaram aquele soldado para te matar, Jason," — disse Ozu, cruzando os bra?os. — "Enviaram para te medir. O fato de ele ter conseguido fugir mesmo nocauteado significa que o treinamento de evas?o do Baralho é de um nível que ainda n?o exploramos. Eles agora sabem a densidade da sua **Platina**."

  O pai de Jason colocou a m?o no ombro do filho. — "A fase de sondagem acabou. Se eles sabem o que você pode fazer, o próximo que enviarem n?o será um Número baixo. Eles vir?o com alguém capaz de perfurar metal."

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  Enquanto isso, nas profundezas de uma base oculta do Shogunato, o **2 de Ouros** estava ajoelhado, com o peito enfaixado e respirando com dificuldade. Diante dele, o **Rei de Copas** observava uma proje??o holográfica da luta, capturada por uma micro-lente na máscara do soldado.

  — "Interessante," — disse o Rei de Copas, sua voz suave escondendo uma crueldade gélida. — "A pele dele n?o apenas endurece; ela altera a massa molecular. é uma defesa passiva que consome pouco do **Núcleo**. Ele é a ancora perfeita para a Entropia do Nishigaki."

  O Rei de Copas girou uma carta entre os dedos — um Valete.

  — "O garoto Belmont tem potencial, mas ainda luta como um ferreiro, n?o como um carrasco. Ele teve a chance de finalizar nosso soldado e hesitou. Essa é a fraqueza da Platina: ela é nobre demais."

  O Rei olhou para o subordinado ferido. — "Você cumpriu seu papel. Agora sabemos que para quebrar o escudo da Morte, precisamos de alguém que n?o ataque o metal, mas o que está dentro dele."

  ---

  Os 15 dias de Jason se completaram.

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