Aos poucos, ?nix come?ou a recuperar a consciência.
A dor intensa que havia tomado seu corpo parecia finalmente diminuir, embora as marcas de sua transforma??o o deixassem quase irreconhecível.
Com esfor?o, ele voltou a se levantar.
Dessa vez, seu corpo parecia ter recuperado um pouco de energia.
Seu olho direito, porém, ardia violentamente sempre que tentava abri-lo. Por isso, manteve-o fechado enquanto continuava seu caminho em dire??o à sede do Cl? Neves.
Enquanto isso…
Do lado de fora de WinterWolf.
Alguns soldados do Cl? Otto observavam a regi?o congelada à distancia, tentando entender como atravessar aquela estranha barreira de frio.
— Estamos há três dias tentando entrar nessa maldita vila — reclamou um dos soldados.
— O que eu n?o entendo é como está nevando ali… e aqui fora n?o.
Outro soldado ficou em silêncio por alguns segundos antes de falar:
— Vocês n?o sentiram?
— Sentimos o quê?
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Ele engoliu seco antes de responder.
— Aquela aura sinistra.
Os outros trocaram olhares.
— N?o vai me dizer que quem fez aquilo… ainda está vivo? — perguntou um deles, com um leve tremor na voz.
— N?o sei — respondeu o soldado —, mas eu senti alguma coisa.
A neve continuava a cair sobre WinterWolf.
Mas o frio, aos poucos, parecia diminuir.
De repente, um dos soldados se animou.
— Ei! Ei!
— O quê foi agora?
— Parece que vamos finalmente conseguir entrar!
— Já estava na hora…
Enquanto isso, dentro de WinterWolf…
?nix finalmente chegou à sede do Cl? Neves.
Nos bra?os, ele carregava o corpo de seu irm?o.
O prédio estava parcialmente queimado, com várias partes destruídas, mas ainda permanecia de pé, resistindo como um último símbolo da antiga for?a do cl?.
?nix olhou para a constru??o em silêncio.
— Pelo menos… deixaram isso — murmurou ele com uma express?o vazia.
— Se é que isso ainda significa alguma coisa.
Ele entrou lentamente no edifício destruído.
Seus passos ecoavam no grande sal?o silencioso.
— Vou deixá-lo na cripta, meu irm?o… — disse ele em voz baixa. — Ao menos isso eu ainda posso fazer por você.
Na cripta do cl?, ?nix envolveu o corpo de ?nus com algumas faixas que ainda restavam no local.
Suas m?os tremiam.
Lágrimas escorreram novamente por seu rosto.
— Desculpa… por ter sido um peso para você.
— Desculpa por n?o ter sido forte o suficiente.
Ele fechou os olhos.
— Eu te amo… meu querido irm?o.
O silêncio tomou conta da cripta.
Depois de alguns momentos, ?nix respirou fundo.
Sua express?o mudou.
Agora havia algo diferente em seus olhos.
Algo mais frio.
— Agora… — murmurou.
— Eu preciso ver aquilo que você queria me mostrar.
Com passos lentos, ele deixou a cripta e seguiu pelos corredores destruídos até chegar à entrada do por?o da sede.
O mesmo por?o…
onde o antigo baú do cl? estava guardado.
?nix desceu as escadas lentamente.
Seu cora??o batia mais forte a cada passo.
Finalmente, ele parou diante do baú.
O objeto permanecia ali.
Intacto.
Esperando por ele.

