Azura
Já existiam milênios sustentados por magia.
N?o é uma magia simples, mas viva, pulsante, entrela?ada à própria essência do mundo. Criaturas de todas as formas caminhavam por suas terras: elfos de olhos antigos, gnomos de engenho refinado, fadas de asas translúcidas. Ainda assim, nenhum deles era o que tornava Azura verdadeiramente extraordinária.
No cora??o do mundo erguia-se Arkandia, o Continente da Luz.
Dividido entre dois reinos: Celestria, ao norte, e Prismara, ao sul. Arkandia era o ápice do domínio da Magia Arcana. Uma for?a capaz de moldar energia pura, abrir caminhos entre terras distantes e sustentar o equilíbrio entre os povos. Os reis de ambos os reinos eram irm?os, ligados n?o apenas por sangue, mas por uma antiga tradi??o: manter a harmonia da Luz, custasse o que custasse.
Mas havia um pre?o herdado junto com a coroa.
Uma profecia.
Ela falou sobre a chegada de uma sombra. Sobre um eclipse vermelho que cobriu Arkandia. Sobre corpos congelados em cristais de rubi e sangue solidificado pelo fim.
Durante séculos, acreditei-se que aquele dia jamais chegaria.
Até que chegou.
As primeiras invas?es vieram das florestas. Criaturas sombrias surgiram como uma doen?a silenciosa, corrompendo os An?es da floresta. Depois, os Druidas. Hum a hum, foram tomados; seus corpos possuídos, suas magias distorcidas, suas almas apagadas. Aqueles que n?o sucumbiram foram exterminados.
Elfos e Duendes resistiram. N?o sozinhos, mas com o apoio direto de Celestria e Prismara. Magos e guerreiros arcanos lutaram lado a lado, porém havia algo ainda mais aterrador nas sombras: elas aprenderam. Reproduzimos os poderes daqueles que corrompiam. Uma vers?o profana da magia que um dia fora sagrado.
O medo da profecia deixou de ser inspirado. Tornou-se certeza.
Foi ent?o que Gehard avan?ou.
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Filho do Rei de Prismara, Grande Soldado do reino, reuniu um grupo de guerreiros que queriam enfrentar aquilo que consumia Arkandia. Juntos, descoberto um ritual proibido, prolongado pelos sacerdotes de Celestria, selado com o sangue dos reis. Um batismo arcano.
Os que sobreviveram… ??jamais morreriam.
Gehard sabia que seu sangue também serviria. Descendente direto da Grande Deusa, assim como todos de sua linhagem, ele aceitou o sacrifício. Naquela noite, os Imortais nasceram.
E, por um tempo, funcionou.
As sombras recuaram. As invas?es diminuíram. Mas n?o cessaram.
Em Celestria, Yunara — filha do rei — recusou-se a aceitar aquela vitória incompleta. Maga talentosa, mente brilhante da academia, ela acreditava em algo mais. Uma resposta definitiva. Um poder antigo escondido além de Arkandia, nas terras de Heliosia, no Continente do Sol.
Convencer seu pai n?o foi fácil. Mas Yunara n?o falhou. Nunca falhou.
E assim, particular.
Dias depois, cheguem as primeiras notícias. Uma expedi??o fora interceptada por criaturas sombrias; alguns usando corpos de druidas, outros de anos… e humanos. Uma batalha fora brutal. Eles escaparam, mas estavam sendo ca?ados. Continuar até Heliosia n?o era segura.
O Rei de Prismara n?o hesitou.
Convocou os Imortais. Sob a lideran?a de Gehard, eles partiram para encontrar Yunara.
Depois disso, o silêncio.
Anos se passaram sem respostas. Tropas foram enviadas. Nenhum retornou com certezas. Apenas relatos fragmentados de vilas salvas por guerreiros imortais e magos poderosos — batalhas vencidas a um custo alto demais.
Até que Joel se identificou.
Cavaleiro da Primeira Infantaria, ele mal conseguiu sustentar o olhar do rei ao contar o que vira. Em uma terra desconhecida, que chamaram de “Reino Perdido”, encontraram Gehard e Yunara.
Yunara estava morta.
Assassinada pelas m?os de Gehard durante uma batalha que ninguém sabia explicar. O lugar afastado junto com ele — uma terra descrita como divina, inundada por luz, com uma árvore colossal cobrindo o céu.
O Rei de Celestria decidiu-se a aceitar aquela verdade.
Convencido de que Prismara escondia Gehard para protegê-lo da paz, rompeu a alian?a entre os reinos. Um muro foi erguido. Arkandia foi dividida.
A harmonia morreu ali.
Com o tempo, algo estranho aconteceu: as grandes hordas sombrias desapareceram. Restaram apenas ecos, criaturas isoladas vagando pelas terras.
Mas paz jamais retornou.
Enquanto Celestria clamava por justi?a por Yunara, Prismara buscava obsessivamente o Reino Perdido.
E em Azura, profecias antigas jamais permanecer?o adormecidas para sempre.

