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Capítulo 22 - Entre a Vida e a Morte

  O clima está pesado. O ar n?o corre dentro da barreira erguida por Lefrier, mas por fora dela, os mortos especulam sobre o desafio.

  A perspectiva se aproxima da varanda na torre, o feiticeiro encara Raisel caminhando em dire??o ao centro do bosque, onde Khinayen o espera.

  一 Senhora Viana, acredita que o garoto será capaz de derrotá-lo?

  Dando meia volta, o velho se aproxima do trono e segura a cabe?a da mulher cadáver com as m?os na altura do abd?men.

  一 Sinceramente? Eu n?o acho… Khinayen pode n?o estar no seu auge por ter tido o Glanz corrompido, mas o uso das suas técnicas, as suas habilidades, est?o todas em seu corpo.

  一 Raisel é um garoto astuto, mas o seu potencial é limitado. Ele morrerá em uma batalha suicida. Pelo menos, vamos absorver o Gewissen dele após a sua derrota.

  Enquanto o diálogo ocorre, eles se aproximam da varanda novamente. Os olhos de Viana, tendo a cabe?a segurada pelo servo, e os três olhos de Lefrier se fixam no azar?o.

  Um sorriso singelo de lábios toma conta da fei??o enrugada do velho.

  Para eles, a morte do protagonista é certa ao ponto de acharem gra?a ele ter chegado t?o longe, mesmo sendo t?o fraco.

  “Arrependa-se por expor Sua Majestade enquanto tem cada membro decepado por Khinayen! Seu sofrimento será um licor para os meus olhos.~”

  Os pensamentos de Lefrier evidenciam a sua natureza maligna. Estando contra todas as possibilidades, a perspectiva decai até as costas do menino.

  O rabo de cavalo castanho dele balan?a conforme caminha.

  N?o há espa?o para distra??es.

  Sob os olhos dele, a energia da morte contida naquele cavaleiro é colossal.

  “O feiticeiro tinha a energia corrompida por conta de Samael. A princesa sequer tinha energia… Mas o Gewissen desse cavaleiro é algo completamente diferente. N?o tá corrompido. é como se ele fosse a própria morte.”

  O olhar dele se torna mais afiado, o brilho dourado ressoa por toda a íris.

  A espada das cinco estrelas é sacada com a bainha caindo ao gramado.

  Passando por entre a vegeta??o, falta pouco para que eles fiquem frente à frente.

  “Se acalme. Comparado com a press?o do Kaelduryx, isso n?o é nada.”

  Em um último suspiro profundo, a luz da área aberta come?a a aparecer sobre a vegeta??o.

  Passando pelas árvores e arbustos, a morte e a vida est?o de frente uma para a outra.

  O tom amarelo dos olhos do protagonista se fixa no alvo sem temer. A postura se forma desde já com a espada sendo mantida na vertical à frente do peitoral.

  Por outro lado, o cavaleiro está com a lamina fincada contra o ch?o e os antebra?os escorados contra o guarda m?o da lamina medieval.

  O corpo desse cadáver fundido com uma armadura de prata enferrujada, coberta por musgo e ossos expostos, por fim, revelam uma natureza guerreira sem igual.

  Mesmo morto, a sua postura é digna, ereta e esbanja confian?a.

  A cabe?a de Khinayen levanta pouco a pouco até encarar o menino à frente com o olhar baixo.

  Nesse instante, uma press?o ainda mais sufocante aperta o cora??o do rapaz. Contudo, n?o iria cair com algo que ele já superou!

  Apertando os punhos sobre a própria espada, a energia dourada contrasta contra o breu vindo daquela entidade.

  O choque entre a escurid?o e a luz é exposto desde já. Ao reconhecer a presen?a do seu inimigo, o morto sem lábios e com dentes à mostra, sorri.

  一 EU, KHINAYEN DE HEINZ, ENFRENTAREI A TI. SOB A LUZ DA CRUZ, EU EXPURGAREI TODO O MAL.

  No ressoar do urro e do anúncio da batalha, o cubo inteiro estremece. A aten??o de Raisel é perdida pelo barulho estridente daquela voz, mas n?o só isso.

  A escurid?o emanada dele se espalha por todo o ambiente. Na mera eleva??o da sua vontade, o cubo formado pelas barreiras de Lefrier é riscado em todas as suas partes.

  Um suor escorre no canto do rosto de Raisel.

  O elevar da vontade de Khinayen exp?e a Constela??o de Crux, mas as estrelas acima da sua cabe?a já n?o brilham mais.

  “Que for?a monstruosa… Esse cara sequer se compara com aqueles Batedores de Balmund…”

  O pensamento do jovem corre em conjunto com a prepara??o do cavaleiro.

  A lamina dele se ergue apenas com a m?o direita à frente, a esquerda é mantida para trás com o cotovelo dobrado contra as costas.

  一 AQUI VOU EU!

  Com o aviso, a aten??o do humano é duplicada com o estabelecer do Schaltung de Aquila em sua circula??o de modo extremamente veloz.

  Enquanto as linhas e pontos brilhantes se cruzam no interior do protagonista, a vis?o dele é coberta por um breu e a audi??o n?o capta nada.

  “ZIELE ORDNUNG!”

  Instintivamente, ele ativa a sua habilidade enquanto é atraído para a lateral, usando parte da sua própria energia como uma referência de ponto.

  No outro segundo, após sair do estado de percep??o aprimorada, o resultado daquele breu consumindo a vis?o vem com o rastro de destrui??o deixado de onde estava anteriormente.

  “Ele atacou? N?o consegui enxergar o que aconteceu!”

  Os olhos de Raisel captam novamente outro breu vindo em sua dire??o.

  Sequencialmente, outros três pontos s?o feitos conforme os ataques de Khinayen avan?am até ti de modo imperceptível.

  As rajadas de escurid?o batem contra a barreira implacavelmente. Por outro lado, o menino finalmente chegou até as costas do cavaleiro em meio a movimenta??o do Ziele Ordnung.

  Contudo, pela primeira vez, os olhos de alguém se movem t?o rápido quanto!

  O rosto do cavaleiro se vira bruscamente para trás, com o pesco?o se quebrando nesse processo. O corpo acompanha em seguida a rota??o, a lamina das trevas é brandida para a dire??o do garoto!

  “MERD-”

  Dando tempo apenas de bloquear, a rajada de escurid?o arrasta o protagonista até a barreira. O choque é grande o suficiente para sacudir toda a ilha do castelo.

  Em poucos segundos de luta, a diferen?a dos níveis de poderes já ficou clara. A zona do combate está com quatro rastros gigantescos causados por balan?os mínimos da lamina do cadáver.

  Entretanto, o jovem ainda n?o jogou a toalha.

  Erguendo-se em meio a poeira deixada pelo rastro, ele dissipa essa nuvem com um balan?ar de bra?o.

  O sangue flui pelos lábios e pelas narinas. As vestes est?o ainda mais esfarrapadas e o corpo todo está dolorido.

  “Concentrei toda minha energia pra bloquear e ainda tomei todo esse dano… Pelo jeito, a velocidade dele é ainda maior do que a minha.”

  O monstro ainda se mantém segurando a lamina apenas com a m?o destra. Dessa vez, ele n?o iniciou o combate. Está apenas o encarando de longe.

  “Ele quer que eu tome a iniciativa dessa vez…”

  Em um sorriso lateral, a determina??o do protagonista se revigora enquanto as duas m?os apertam o cabo da sua espada.

  Um passo firme é dado, os músculos da perna esquerda saltam com vigor ao ponto de vibrar o ar. No outro instante, a disparada acontece com extrema rapidez.

  Ao aproximar-se do inimigo como um vulto, o cadáver ainda reage. As faíscas dos armamentos colidindo ressoam pelo ambiente, assim como o vácuo do baque.

  Mesmo indo com toda a velocidade e aplicando um golpe poderoso, a espada fina de Khinayen sequer sentiu o peso. Ele n?o deu um mísero passo para trás.

  Girando o ombro com um reajuste de punho, as laminas enroscadas s?o repelidas. Mais especificamente, a arma do cavaleiro repele a espada de Raisel para cima.

  Ao puxar o bra?o direito, o cadáver perfaz uma estocada contra a garganta dele.

  Em um passo lateral, Raisel sai desse golpe, mas ao arrastar a espada para o lado com agilidade, a lamina volta a tentar atingi-lo!

  Com rapidez, ele se abaixa ao ponto de ter parte da cabeleira cortada. Mas ao fazer isso, uma joelhada vem contra o seu rosto!

  Numa rea??o veloz, os olhos dourados se abrem e cintilam com ímpeto.

  A perspectiva sobre os arredores se altera e, ao concentrar o Gewissen à frente e na espada, um balan?o fortalecido pela atra??o da habilidade é atribuído!

  Prestes a acertar as pernas do monstro, Khinayen salta para trás e recua enquanto o vácuo do corte simplesmente balan?a as árvores ao redor.

  “Foi quase… Droga, nem assim eu consegui.”

  Erguendo-se novamente, Raisel cospe o sangue em seus lábios contra o ch?o. Novamente, a postura é estabelecida.

  一 Você é um oponente formidável. Reconhe?o as suas habilidades.

  A voz do morto ressoa. O bra?o preso atrás das costas é liberto e fica empunhada com ambas as m?os, de forma apropriada.

  一 Entretanto, a diferen?a entre nós ainda é clara. Submeta-se para uma morte indolor.

  A ponta da espada direcionada até o humano enquanto o fio está deitado, estabelece uma postura perfurante por parte do cavaleiro.

  一 Foi mal, mas n?o posso perder. Você deve ter sido um cara incrível quando estava vivo… é lamentável a sua situa??o.

  Diferente de antes, o olhar amarelado é cabisbaixo, mas ainda firme. Ele consegue sentir empatia pelo desafortunado, mas perder aqui é inconcebível.

  “Preciso ganhar… N?o é só sobre mim. Mesmo que isso beneficie aquela vadia e o careca, esse cara merece descansar após todo esse sofrimento.”

  Dessa vez, a aura dourada é esbanjada pelos arredores como uma explos?o.

  Ela flui com tanta for?a que os cabelos castanhos flutuam.

  A escurid?o emanada por Khinayen fica mais nítida contra a luz.

  Uma mistura de sentimentos preenche o cora??o do protagonista. Desde o ódio à empatia.

  Como resultado, o Gewissen antes plano, come?a a demonstrar características peculiares.

  Ondula??es como o vento. Centelha como o atrito de espadas. Rasgos como flechas. Calor como uma chama. Sólido como o gelo. Acalorado como a gentileza. Precavido como as sombras.

  Uma única luz, mas com uma variedade interminável de características.

  Acima da cabe?a do protagonista, há apenas uma estrela. Acima da cabe?a do outro, há múltiplas que n?o brilham mais.

  Em uma dualidade, os olhos vazios encaram os olhos completos.

  Ambos desaparecem e um instante de silêncio ecoa pelo ambiente.

  O silêncio é quebrado pelo som estridente de duas laminas se chocando. As faíscas s?o deixadas para trás com outro desaparecimento.

  Outra colis?o ocorre, mas há apenas vultos.

  Faíscas eclodem das armas colidindo sem parar.

  A espada das cinco estrelas contra uma lamina enferrujada, mas incrivelmente afiada.

  Khinayen e Raisel trocam ataques enquanto se movimentam por toda zona do cubo. Se antes o vento n?o corria, agora os incontáveis choques fazem uma brisa constante pelas árvores mortas e vivas.

  Sob a perspectiva do rapaz, a altera??o da visualiza??o é alterada frequentemente. Indo além no domínio da habilidade, a espada tra?a as linhas pelos pontos.

  Em oposi??o, o morto acompanha a intensidade sem esbo?ar cansa?o.

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  O rastro deixado pelo brandir da espada no Ziele Ordnung contra os vestígios da lamina escura divide o ambiente.

  A press?o emanada por esse combate é sentida mesmo do lado de fora. O céu de Fyodor vibra a cada golpe trocado, indo além da ilha do castelo.

  Sob a luz do luar na madrugada, o seu brilho prateado nunca foi t?o ofuscado por outros.

  Um último baque acontece no qual explode em poeira para todos os lados. Como resultado, Raisel é empurrado para trás junto a Khinayen.

  Conforme a poeira abaixa, o sangue quente respinga pela terra.

  Com cortes por todo o corpo, o olhar do menino n?o decai. Está fixo em seu oponente.

  Por outro lado, o cavaleiro está ileso.

  一 Sua esgrima é medíocre, mas o peso de sua espada é considerável. Diga-me, quem lhe ensinou a se comunicar com espadas?

  O canto esquerdo do lábio de Raisel se curva.

  一 Uma a?ougueira chamada Carmen.

  一 Você chegou t?o longe com um método de lutar t?o selvagem. N?o há refino na sua lamina. Você perderá por isso mesmo com o seu talento.

  O sorriso no semblante do garoto se esvaiu ao ouvir isso.

  一 Talento? Eu? N?o achei que um cadáver tinha humor…

  Com as sobrancelhas cerradas, o olhar n?o esbo?a apenas raiva por ter ouvido aquilo, mas também indigna??o.

  一 N?o é uma piada. Chegar t?o longe com uma única estrela é um feito considerável.

  一 N?o fode, Khinayen! Se eu tivesse talento, eu… eu teria um Glanz!

  Com o berro, as m?os sobre a espada apertam ainda mais forte.

  一 Um Glanz n?o define o talento de alguém. O meu mentor, Ujiro, também n?o possuía um.

  “Ujiro? Que nome mais estranho…”

  一 Desde a infancia, eu nunca sequer cheguei perto da sua habilidade.

  Pela primeira vez, o olhar do cadáver divaga para cima em busca das estrelas no céu noturno, mas as paredes púrpuras da barreira o impediam.

  一 Ele era tido como louco, pois dizia que a luz de alguém é o suficiente para alcan?ar as estrelas. Eu nunca entendi, mas vendo você, passei a compreender um pouco mais.

  O menino, por outro lado, estranha essa situa??o.

  “Ele n?o estava dominado pelas trevas? Pensei que ele estivesse descontrolado, sem memórias ou qualquer senso de identidade…”

  一 Garoto, desde que Viana nos amaldi?oou, senti um frio inimaginável preencher minha alma, mas sua luz trouxe um calor para ela.

  O olhar do morto se fixa novamente sobre o outro.

  一 N?o desperdice suas for?as remoendo a sua falta de Glanz. Erga seu espírito-

  De repente, relampagos caem da parede interrompendo a fala!

  A energia maligna de Lefrier simplesmente engole Khinayen como uma chama espectral. O breu enfraquecido pela luta, se torna mais amargurado com a intromiss?o.

  一 AH!

  Se contorcendo em meio às labaredas púrpuras, as m?os do cavaleiro s?o levadas até a face. Quanto mais queimado é, maior é a escurid?o que vaza do seu corpo enquanto a energia maligna é absorvida.

  一 LEFRIER! SEU FILHO DA PUTA!

  Os olhos de Raisel deslizam até a dire??o da torre, mesmo sem enxergá-la. O semblante do menino é tomado por veias de pura fúria. Tamanho sentimento faz com que a única estrela acima da cabe?a pulse.

  Antes que direcionasse os esfor?os para quebrar a barreira, uma hostilidade iminente é sentida pelo protagonista.

  Em espanto, ele salta para trás. Um rasgo parte o ch?o de um lado a outro ao ponto de atingir as paredes do cubo.

  Do lado de fora, o feiticeiro está com as m?os preenchidas de energia. Mais ao lado, está a cabe?a de Viana apoiada em cima da prote??o de concreto na varanda da torre.

  一 N?o esperava que o Khinayen conseguisse sair do controle de Samael por conta própria… é a primeira vez que isso acontece.

  一 Aquele garoto é perigoso, Sua Majestade. N?o pude relaxar por um momento quando ele estava perto de você. Meu olho estava completamente em alerta, como se Samael o temesse.

  Uma fei??o séria é esbanjada pelo feiticeiro cujo agora tem em posse o corpo do Cavaleiro de Elite, após ter tido o seu breu enfraquecido pela interferência de Raisel.

  一 Irei eliminá-lo de uma vez por todas, por mais que isso custe o restante da energia de Khinayen.

  Do lado de dentro, outro baque acontece. Toda a expressividade no semblante do cavaleiro se foi.

  Raisel, vendo isso, n?o podia acreditar. Os dentes dele rangem com extrema for?a.

  一 LEFRIER! VIANA!

  Lágrimas escorrem das arestas dos olhos do menino. Apertando a espada com mais for?a, as cinco estrelas nunca foram t?o brilhantes.

  一 EU JURO… EU JURO QUE ASSIM QUE EU SAIR DAQUI, EU VOU MATAR VOCêS! EU JURO PELA MINHA ALMA!

  O único ponto acima da cabe?a de Raisel lateja com tamanha for?a que parece prestes a colapsar enquanto o cadáver controlado caminha até si.

  De repente, a carca?a parte em dire??o ao garoto como um vulto.

  Sem tempo para desviar, a espada decai contra o ataque. A lamina de Khinayen bate com extrema for?a ao ponto de ter o próprio bra?o quebrado.

  Como resultado desse golpe, Raisel novamente é arrastado e encosta as costas sobre o cubo atrás de si.

  “Imperdoável… Imperdoável…”

  一 Imperdoável. Imperdoável. Imperdoável. Imperdoável.

  A cabeleira cobrindo o semblante deixa os sussurros ainda mais evidentes.

  Para Raisel, ver os dois profanando a imagem do nobre guerreiro é um ato mais hediondo do que qualquer assassinato.

  “N?o basta terem transformado nele em alguém imortal… Agora est?o rompendo ele da sua própria essência.”

  Ao levantar o olhar entre os fios castanhos, ele vê a figura do homem com o bra?o retorcido pelo ataque.

  Como um fantoche, o membro quebrado é restaurado. O caminhar dele é rastejante com um dos pés, diferente dos passos firmes de antes.

  Os olhos do menino se fecham com repugna??o.

  一 “Erga seu espírito.”

  一 “A luz de alguém é o suficiente para alcan?ar as estrelas.”

  一 “Um Glanz n?o define o talento de alguém.”

  As falas de Khinayen ressoam pelo seu interior. Como na sala escura da Quarta Torre, rachaduras come?am a aparecer no seu Schaltung de Aquila, indo além do breu ou do brilho.

  “Eu n?o acho que eu tenha talento… Mas mesmo assim… Mas mesmo assim…”

  Em sobreposi??o, a imagem de Raquel aparece.

  Em sobreposi??o, a imagem de Yurgen aparece. Carmen, Lavi, Lali, Lila, Kimmich, Tejin. Hiseld, Shishika, Asparsia, Kaelduryx e, por último, Khinayen.

  “Todos eles acreditam que há algo diferente em mim. Se esse é o caso. SE ESSE é O CASO!”

  A espada dele se ergue verticalmente à frente do peitoral.

  一 Eu vou corresponder às expectativas deles! Custe… o que custar!

  De uma vez por todas, a estrela acima da cabe?a simplesmente explode após latejar incansavelmente.

  O brilho da espada corresponde, se tornando um clar?o dourado capaz de ofuscar até mesmo a luz púrpura do enorme cubo.

  O dourado alcan?a a lua e as quatro estrelas que observam na escurid?o da noite.

  Rachaduras douradas preenchem o corpo do menino.

  Parado e em posi??o, ele respira fundo pela última vez.

  Ao expor toda a sua energia, como na ilha nevada, ele acessa o seu interior inteiramente escuro.

  Mesmo de olhos abertos contra o cadáver, o olhar dele ainda consegue observar o que está dentro de si.

  O seu ‘eu’ etéreo está de frente a esfera escura, mas agora ela n?o é do tamanho de uma cabe?a. Está maior, quase como uma árvore.

  Ainda assim, diferente de antes, n?o há sussurros. N?o há brisas.

  O palmo enegrecido toca a esfera sem temer.

  A escurid?o dentro de si estremece. As rachaduras que preenchem o espa?o come?am a ressoar em um tom branco, puro.

  Repentinamente, o breu do local se fragmenta como vidro. O som das vidra?as se partindo preenche a sua consciência.

  Parado enquanto toca a esfera, o lugar agora é completamente claro e esbranqui?ado.

  As únicas coisas que restam ali em uma colora??o mais escura s?o o seu ‘eu’ e o núcleo.

  Raisel, no fim, encosta a testa contra a esfera.

  Essa vers?o banhada em trevas de si trinca uma vez no centro do peito. O brilho dourado atinge a esfera.

  A rachadura continua a expandir até chegar nos ombros, se sobrepondo como o formato da cicatriz do drag?o.

  A luz de ouro come?a a tingir o núcleo gradualmente. Conforme a luz a atinge, ela come?a a girar lentamente.

  Antes estagnada, aos poucos, um ter?o dessa esfera é tomado pela colora??o dourada.

  O giro da esfera toma cada vez mais velocidade enquanto o seu eu etéreo se afasta, encarando o núcleo.

  Em rota??o, a mistura de trevas e luz se expande por todo o espa?o interno. Conforme a perspectiva se afasta dessa jun??o, mais distante se torna até chegar na pupila totalmente enegrecida de Raisel.

  Indo além da escurid?o, a íris está completamente dourada, n?o ambar ou em um tom mais escuro como antes. é um amarelo digno.

  A lamina das cinco estrelas se deita em uma postura de estocada. O alvo agora n?o é um cubo das suas hesita??es, mas alguém que precisa ser liberto.

  Em oposi??o, o cadáver faz o mesmo. O Schaltung apagado de Crux rotaciona com ímpeto.

  à frente do que sobrou de Khinayen, a imagem de uma cruz aparece como um escudo. A cor é dividida em três, tendo preto como predominante, púrpuro e, por último, bord?.

  “ANSATZ KREUZEN!”

  Na distancia de quinze metros entre eles, o cadáver parte em busca de atropelar e extinguir o que estivesse à sua frente.

  Por outro lado, Raisel apenas espera.

  “Ziele Ordnung…”

  Toda a energia é concentrada na espada. As rachaduras desaparecem após piscarem em um tom negro. Na lamina, tanto luz quanto sombras agem em conjunto.

  Ao esticar o bra?o para frente, a estocada se perfez. Uma única perfura??o, uma linha ultrapassa o escudo de Crux, ultrapassa o cadáver, ultrapassa a barreira do cubo, ultrapassa a Quinta Torre e se perde no céu de Fyodor, indo além das nuvens na madrugada.

  “Eisam.”

  Puxando a espada para cima em um corte ascendente, a única linha divide como um lapso tudo o que foi atravessado.

  Um instante de silêncio ressoa por toda a Ruína.

  Com o ataque, o cadáver de Khinayen é purificado e se perde em partículas douradas.

  A barreira de Lefrier come?a a se desintegrar nas mesmas partículas.

  A quinta torre come?a a ruir.

  Na varanda, Lefrier está paralisado com o olho demoníaco apagado.

  Tanto ele, quanto Viana come?aram a murchar e nem seus ossos sobraram ao virarem pó.

  A ilha do Castelo ainda permanece. Ela n?o se tornou cinza. N?o se comprimiu.

  Em dúvida, após o corte, o semblante de Raisel se ergue em dire??o ao céu.

  Observando ele, está uma mulher inteiramente de luz flutuando e, ao lado, está Yurgen com um sorriso no rosto.

  O garoto finalmente alcan?ou os céus. Ele foi capaz de abrir sozinho a passagem até o Núcleo da Ruína.

  No semblante dele, antes confuso, um sorriso de alívio se forma aos poucos. Um sorriso cujas lágrimas escorrem da aresta de seus olhos.

  No fim, ele realmente tem talento.

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