Império asthorn, no centro da cidade de Melinor.
Era quase noite, assim que o sol se p?s, uma fogueira foi acesa, essa fogueira tinha 2 metros de altura, havia dois velhos com tochas em chamas na m?o, essa tocha foi acesa usando um tipo de pó de erva, essa erva era colhida dos solos dos jardins sagrados do império, a erva era tocada no fogo da guerra, um fogo sagrado do império Asthorn, dizem que foi deus que criou a chama e a deu a seu povo e ao jogar a erva no fogo, um pó é expelido e esse pó é distribuído por todo o império Asthorn e usado para o festival da guerra.
- Vamos, vamos logo, o festival está perto de come?ar - Uma crian?a disse para seus pais enquanto segurava as m?os deles e os puxava.
-Calma, filho, já estamos indo - disse a m?e com um grande sorriso no rosto enquanto seu filho a arrastava para o centro da cidade. era o maior e mais aguardado festival de asthorn. No centro da cidade, os doi velhos jogavam o pó na fogueira e nesse momento viam uma crian?a com seus pais chegando. - Por pouco vocês iriam perder - disse o velho com um sorriso no rosto. ao acender a fogueira algo mágico aconteceu, o fogo foi lentamente subindo desde a base da fogueira até o topo, indo de branco no início ao vermelho quando alcan?ou o topo, no final uma luz vermelha carmesim brilhou forte e uma onda de choque suave passou por todos que estavam aguardando. Nesse momento tambores come?aram a tocar, um de cada vez seguindo o ritmo, todos ao redor da fogueira foram calados e escutando. Em um momento um homem come?ou a cantarolar
- Na guerra nasceremos, na guerra morreremos e para o reino de deus iremos - ao terminar, todos os homens rugiram 3 vezes seguidas
- Em meio a guerra, guerreiros s?o criados, após a vitória s?o vangloriados - todos os homens ao redor rugiram 3 vezes novamente e obtiveram a bater os pés no ch?o - em meio a guerra vem o caos e após ela chega
- A paz visa o passado, a guerra o futuro, a paz, molda fracos, a guerra os bravos - de novo todos os homens rugiram 3 vezes enquanto batiam os pés, dessa vez sem para, porém, em um tom baixo o suficiente para todos conseguirem ouvir o velho.
- Nós somos soldados de guerra, - nesse momento os rugidos e bater de pés aumentados por 10 segundos e voltaram ao normal logo depois
- Nós somos artistas de guerra, - os rugidos e bater de pés aumentados por 20 segundos e voltaram ao normal logo depois
- Nós somos cantores de guerra, - os rugidos e bater de pés aumentados por 40 segundos e voltaram ao normal logo depois
- Nós somos dan?arinos de guerra, - os rugidos e bater de pés aumentados por 60 segundos e voltaram ao normal logo depois
- Nós somos uma guerra. - todos ficaram calados e com olhos fechados, e um coral come?aram de algum lugar, mas todos os ocasionais calados e de olhos fechados por exatos 10 segundos e depois disso foi revelado que eram as mulheres que estavam no festival quem estavam fazendo o coral, os rugidos e bate de pés voltaram. Os rugidos, bater de pés, coral e tambores, que naquele momento estavam todos tocando, estavam em ritmo, isso durou 4 minutos. Após isso somente os tambores continuaram tocando e em um momento um homem, de aparentemente 48 anos, porte musculoso e de 2.50 de altura e seu filho, aproximadamente 20, com 2m de altura, também porte musculoso foram para o centro, bem próximo a fogueira, ambos estavam rindo e seus semblantes mostraram o que felizes estavam, eles tiraram suas camisas e ficaram apenas de short, e obtiveram a luta, de m?os vazias e de forma séria, com técnicas de chutes, socos e etc.
Esse era um rito de passagem no império Asthorn, ao alcan?ar os 12, a crian?a tem que trazer sua primeira ca?a para casa, aos 16, a ca?a deve ser um predador, tigre, le?o etc. aos 18, sozinho deve matar 5 bestas sozinhos, aos olhos de toda a família e finalmente aos 20 é o dia da maioridade, deve lutar com seu próprio pai, essa luta representa a saída do passarinho de debaixo das asas de seu pai, a sua luta pela independência e ela vai até o pai aceitar que seu filho está pronto ou ao derrotar o pai. Ambos estavam extremamente felizes pelo rito de maioridade de seu filho ter caído justamente no dia do festival, apesar de poder acontecer, n?o é t?o fácil, o festival n?o acontecia em um dia específico todo ano, pelo contrário, n?o se sabia quando iria acontecer até que o império informasse e todo ano o imperador em pessoa vai a público e decreta a data. Dizem que é através da revela??o de Deus que a data é descoberta.
Após a luta, os rugidos e bater de pés voltaram e mais um homem e um filho foram ao centro e repetiram o mesmo que a primeira dupla fez. E assim o festival se seguiu com duplas entrando e saindo. após todos os pais e filhos terminarem seus ritos, duplas de homens come?aram a entrar e lutar ao mesmo tempo, diversos homens haviam cuspido sangue ao levarem golpes, o ch?o ficava cada vez mais ensanguentado, mas ninguém se importava, todos estavam se divertindo lutando, em Asthorn, a luta era como a comunica??o, eles se comunicavam através de seus punhos, cada golpe dado e levado era uma informa??o que os lutadores entendiam, inconscientemente. era t?o natural quanto respirar.
Próximo da caverna de Doam, Dom estava sentado em um penhasco enquanto olhava para a cidade, onde estava acontecendo o festival. Ele percebe que alguém estava se aproximando dele.
- Oh, você chegou, pegou o que queria ? - disse Doam a Marcus
- Sim, agora estou pronto. - Doam n?o entrou em detalhes quando disse - Vamos seguir a rua Dock, até o bairro Chery e na entrada do bairro Chery vamos por outra rua, a rua Kolon até a saída da cidade, lá vamos conseguir sair da cidade. -
- ok, mas por que esperamos o festival ? - perguntou Doam, curioso e dom respondeu
- é um festival sagrado que acontece todo ano em todo o império, todos v?o até o festival, sejam eles mendigos, prostitutas, bêbados etc. é o único dia que ninguém é rejeitado, e todos ficam juntos, até mesmo os guardas... - respondeu Doam.
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- Entendi, mas com isso n?o poderia haver muitas invas?es roubos e etc. ? - Doam respondeu a pergunta. - O festival é sagrado, tanto que ninguém tem coragem de cometer qualquer crime nesse dia e caso o fa?am... acredite quando digo que a morte seria um paraíso perto do que ele sofreria, já ouvi que alguém ousou estuprar uma mulher no dia do festival...- Doam fez uma pausa antes de suspirar e continuar. Sua express?o mostrava medo ao contar -
- Ele ent?o sumiu e alguns dias depois seu corpo foi arrastado pelo imperador em pessoa, o corpo estava diferente de tudo, n?o parecia humano, era algo inexplicável, mas estava consciente e repetia uma única palavra durante todo o percurso "desculpa", n?o houve sequer um segundo em que ele n?o pedia desculpa - Doam informou enquanto os pelos de seu corpo arrepiava ao lembrar da história e após um momento de silêncio continuou.
- havia uma estátua na pra?a que representava a imagem do imperador segurando uma lan?a, o imperador jogou o corpo do criminoso em cima da estaca, mas n?o caiu, desceu lentamente enquanto a estaca perfura seu anus até atravessar o cranio e o processo durou 1 mês... mesmo após ter seu cranio perfurado ele ainda repetia a mesma palavra "desculpa", "desculpa", "desculpa"... ele estava vivo - Marcus engoliu em seco e disse
- Nossa. Eu n?o esperava isso. - ele estava arrepiado imaginando a cena quando dom disse enquanto ouvia os barulhos do festival a todo momento.
- Eu ainda n?o terminei, após isso, seu corpo voltou para cima da lan?a, partido ao meio e o processo foi repetido, picando ele em diversos peda?os e em nenhum momento ele parou de pedir desculpas, seus peda?os ficaram expostos no ar na pra?a por alguns dias antes do próprio imperador pegar, limpar o local e sair... sabe o que é mais assustador ? - Doam perguntou a Marcuse que apenas acenou com a cabe?a que n?o e doam continuou.
- ele era um príncipe, o próprio filho do imperador Gregório de Asthorn, ele fez tudo isso com seu próprio filho - doam terminou sua explica??o.
Após ouvir a história, Marcus estava perplexo, ele imaginava o que a popula??o estava pensando naquele momento: 'se nem mesmo um príncipe, filho do imperador, conseguiu sair impune, e quanto a mim que n?o sou ninguém ?' e era realmente isso que todos pensavam naquele momento.
Foi a única vez em que o festival foi interrompido em toda a história de Asthorn.
Muitas pessoas passavam pela pra?a para ir e vir de seu trabalho, passeios e etc. todos viram o corpo na estátua e a ouviam de desculpar indefinidamente sem descanso, as pessoas ficaram horrorizadas e apavoradas com a cena grotesca em que estavam expostas, as m?es tentavam tampar os ouvidos e olhos de seus filhos, mas n?o adiantava pois em algum momento seus filhos veriam aquela cena cedo ou tarde. Aquilo ficou gravado na mente de todos os cidad?os do império, até mesmo daqueles que n?o moravam na capital e só ouviam os rumores ficaram tensos e horrorizados.
Alguns foram até a capital por n?o acreditarem nos boatos, mas se arrependeram assim que viram a cena, muitos vomitaram ao ver, tiveram pesadelos por bastante tempo até que tirassem o corpo de lá.
Só ent?o a popula??o ficou aliviada que n?o veriam mais tal cena grotesca.
Marcus ent?o perguntou mudando de assunto - impressionante que ninguém é rejeitado - .
Doam respondeu - dizem que é por que a guerra n?o rejeita ninguém, sejam homens, mulheres, crian?as, doentes, velhos e etc ela engloba todos de forma igual. e também a comida é de gra?a, você pode comer o quanto puder, já que eles d?o roupas e locais de banho para mendigos e pessoas que n?o tem condi??es, todo o festival é lindo, as pessoas cantando, lutando e a alegria que surge disso é contagiante, acreditando ou n?o no deus de Asthorn. - Doam mostrou um leve sorriso no rosto, afinal depois de ficar 4 anos no império ele havia participado de alguns festivais e participou de todos os festivais sagrados de guerra. Eles saíram do penhasco e seguiram o caminho escolhido por doam.
Enquanto caminhavam, marcus pensava. - Nunca participei de nenhum evento, sera que eu deveria ter participado. - Ele balan?ou a cabe?a enquanto seguia Doam.
De volta ao festival
Com os ritos e as lutas terminando, as mulheres, que fizeram o coral, entraram e come?aram a limpar o sangue que havia no ch?o e os homens se afastaram e olharam enquanto permaneciam em silêncio, após algum tempo quando as mulheres terminaram de limpar o ch?o, cada mulher foi em dire??o a seu marido e come?ou a cuidar de seus ferimentos, aquela a??o era um ato simbólico de que após a guerra, todos os guerreiros voltaram para suas casas para serem cuidados por suas mulheres e para aqueles do festival que n?o tinha mulheres e para as mulheres que n?o tinham marido, era a chance de conseguir, caso uma mulher fosse até sua dire??o cuidar de seus ferimentos, queria dizer que ela havia se interessado por você e após o festival poderiam resolver e decidir se iriam ficar juntos ou n?o e para aqueles que n?o conseguissem... mais sorte na próxima vez. o império Asthorn era um local onde o homem tinha a maior voz, era o homem quem mandava na casa ou em qualquer lugar, em contrapartida era o homem quem deveria proteger sua família, independente da situa??o e motivo. se sua filha morresse de doen?a, era culpa sua por n?o a protege-la da doen?a, se fosse assassinada, era seu dever vinga-la, isso no mínimo, você n?o seria penalizado e talvez até parabenizado. Em resumo, era fun??o do homem cuidar de todas as necessidades e dar prote??o, a fun??o da mulher era cuidar do homem, dos filhos, da casa e etc.
Era um império bem regrado, n?o havia tolerancia, crimes seriam punidos independente do motivo, roubou para dar comida a sua família ? era preso, afinal sua família era apenas sua, o dever de alimentá-la e sustentá-la era apenas seu.
Na rua kolon, dois homens caminhavam normalmente, eram dom e doam.
- Você n?o acha que deveríamos andar mais rápido? - Marcus estava curioso, eles estavam saindo da cidade, tinha um motivo oculto para estar saindo e ainda assim andavam normalmente como se n?o houvesse nada. - Apesar de saber que seria suspeito simplesmente sair correndo até o local, nós pensamos ir a uma velocidade maior, seremos suspeitos tanto andando lentamente quanto rápido, nesse caso n?o seria melhor ir logo rápido de uma vez ? Marcus disse e esperou a resposta de Doam
- sim, de um jeito ou de outro seremos suspeitos, já que a cidade inteira está no festival e somos os únicos aqui, mas há uma habilidade posta nos visíveis da cidade, estando em festival ou n?o, olhe - Doam tirou um objeto de sua m?o e mostrou a Marcus , esse objeto era um olho e estava aberto com noites e descobertas nas descobertas cobertasam as costas dos olhos por completo e tinha 4 pupilas pretas em formato de adi??o dentro da íris que era completamente branca e a esclera era preta, era um artista que Doam foi encontrado entre esses 4 anos.
- porém, tem um tempo para poder ser usado e só tem um uso único, chegando lá rápido ou n?o, teremos que esperar do mesmo jeito até que o artifício esteja pronto para ser usado - Doam explicou a Marcus seu motivo.
- Entendendo, por que colocariam essa habilidade no dia do festival...- Marcus estava pensando quando ele mesmo respondeu em claro - entendo, eles n?o colocaram, ela sempre esteve lá, apenas a mantém- Marcus havia adivinhado o motivo e estava certo de que era esse o motivo.
- Está certo, mas é uma magia de registro, ela apenas registra quem entra e sai de Melinor, mesmo que você esconda ou mude de alguma maneira, é detectado e salvo a imagem real - Essa habilidade vê através de ilus?es, feiti?os de aparência e máscaras e etc.
- E esses artistas v?o fazer com que a habilidade poste nos ocultos n?o nos veja ou o quê ? - Marcus perguntou.
- Ele n?o teria capacidade para tal, os artistas apenas deixar?o nossa verdadeira aparência distorcida. - Explicou Doam, o uso dos artistas. era um artista do tipo oculta??o, para tudo que por inferior ao poder dos artistas, ele poderia ocultar completamente ou transportar durante um período de tempo, já era surpreendente que conseguiria afetar a habilidade da cidade a ponto de distorcer sua aparência real.

