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Capítulo 60: A Biblioteca Perdida

  Na manh? seguinte, o trio desfez o seu acampamento dourado e mergulhou na penumbra da floresta primordial. A cada passo, a vegeta??o tornava-se mais densa e agressiva. Vinhas com espinhos prendiam-se às suas roupas e plantas exóticas estalavam quando eles passavam.

  Enquanto Moisés consultava o pergaminho para se guiar pela assinatura de energia, uma planta carnívora gigante, camuflada como parte do ch?o da floresta, abriu as suas mandíbulas de repente. Moisés saltou para trás instintivamente, mas o pergaminho escapou-lhe das m?os. A planta fechou-se sobre o artefacto antigo com um som húmido e final, e mergulhou de volta para a terra, desaparecendo sem deixar rasto.

  "N?o!", gritou Moisés.

  "O mapa!", exclamou Maria. "Perdemo-lo!"

  "E agora, génio?", disse Rick, olhando para o ch?o de onde a planta desaparecera. "Estamos perdidos."

  Sem o seu guia, o desespero come?ou a instalar-se. Eles continuaram a andar na dire??o que achavam ser a correta, mas a cada passo, a sensa??o de estarem perdidos aumentava.

  Foi ent?o que o ch?o sob os seus pés desapareceu. N?o era uma armadilha natural; era um al?ap?o perfeitamente circular que se abriu, uma armadilha de Mariana.

  Os três caíram num po?o escuro e aparentemente sem fim.

  "Estamos em queda livre!", gritou Maria, a sua voz abafada pelo vento da queda.

  Moisés, no meio do panico, agiu. Ele estendeu as m?os e concentrou a sua energia dourada, n?o para criar um escudo pequeno, mas uma esfera maci?a. A esfera expandiu-se rapidamente até ter o tamanho exato do po?o. As suas faces come?aram a raspar nas paredes de pedra, criando um som ensurdecedor e uma chuva de faíscas, abrandando a sua queda vertiginosa até pararem completamente, suspensos na escurid?o.

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  "Boa!", disse Rick, impressionado.

  "Olhem!", apontou Maria. Na parede do po?o, agora iluminada pela sua esfera, havia uma entrada, um túnel escavado na rocha.

  Moisés manobrou a esfera até à entrada e eles saltaram para dentro, para a seguran?a do túnel. Assim que o fizeram, a esfera de luz desvaneceu-se. Eles estavam na escurid?o, mas estavam a salvo. Seguindo o túnel, que descia suavemente, chegaram a uma porta de pedra maci?a com o símbolo dos Magic Dourados gravado nela. Moisés tocou-a, e a porta abriu-se silenciosamente, revelando o que estava por trás.

  N?o era uma camara de tesouros, nem o covil de um monstro. Era uma biblioteca. Uma biblioteca secreta e antiga dos Magic Dourados. Prateleiras que iam até ao teto guardavam tomos e pergaminhos que continham a sabedoria de uma era esquecida.

  No centro da sala, sobre um pedestal de luz, repousava um único e grande livro dourado.

  Moisés aproximou-se, reverente, e abriu-o. As páginas n?o continham texto, mas sim imagens vivas, memórias que fluíam diretamente para a sua mente. Ele viu toda a história dos Magic Dourados: as suas vitórias, as suas perdas, a sua filosofia.

  E viu o Primeiro. Viu-o a forjar o Martelo dos Elementos, n?o como uma arma de guerra, mas como uma ferramenta de cria??o e equilíbrio. Viu-o a criar as doze runas, cada uma um repositório de um aspeto fundamental do poder. E viu a sua decis?o final, no auge da sua derrota contra a Liga das Trevas. Quando percebeu que a batalha estava perdida, o Primeiro usou a sua última centelha de poder para separar as runas do martelo, lan?ando-as aleatoriamente pela galáxia. E depois, escondeu o martelo adormecido, para que o seu potencial nunca caísse nas m?os erradas.

  A busca de Moisés n?o era apenas para encontrar uma arma. Era para refazer o maior legado da sua Ordem. O livro tinha-lhe dado n?o apenas uma runa, mas o conhecimento de que precisava para entender a sua verdadeira miss?o.

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