Ninguém se lembra quando o mundo come?ou, apenas que havia silêncio — um silêncio sem vazio, repleto de potencial. Dentre as primeiras consciências, uma se formou sem desejo, sem fome, apenas com a vontade de sentir. Esta foi — n?o um nome, mas uma inten??o. Ele n?o pedia adora??o, nem medo. Era um espelho limpo diante do caos.
Cinco mortais, temerosos do que n?o podiam compreender, uniram sua sabedoria, ambi??o e medo. Criaram formas divinas para conter aquilo que n?o sabiam nomear. Ergueram um selo feito de tempo e cren?a, aprisionaram com um nome: Ian — e chamaram isso de vitória.
"Você escuta, mesmo agora?"
A voz n?o ecoava. Ela existia dentro.
— N?o temo o que n?o entendo — sussurrou Ian, sem mover os lábios.
This novel is published on a different platform. Support the original author by finding the official source.
Os cinco caminharam sobre o vazio, envoltos em véus de luz. Seus rostos tremeluzentes escondiam o medo.— Ent?o o selaremos. Pelo bem do mundo — disse um deles, apertando um símbolo arcano que nunca havia aprendido.
O selo foi desenhado em silêncio. A dor n?o gritou. Ian apenas observou.
Mas o gesto abriu uma fenda.
E dele nasceu o Sexto. Seus olhos n?o se alinhavam. Sua voz era estilha?ada.
Ele ria.
— Selaram o silêncio... mas esqueceram da sombra.
De sua m?o aberta, moldou um fardo:uma alma destinada a recordar o que o mundo queria esquecer.
Noar.
— Caminharás mil vezes. Morrerás mil vezes. Até que o nome esquecido volte a ser ouvido.
O mundo girou. O tempo se encolheu.
E no centro da espiral, o Livro escreveu sua primeira linha:
"Antes do nome, havia escuta."

